O Menino da Sua Mãe

Agosto 28, 2006 at 6:33 pm 52 comentários

No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe

Fernando Pessoa

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Quem diz que amor é falso ou enganoso Qualquer Música

52 Comentários Add your own

  • 1. Tiago Alpha  |  Fevereiro 15, 2007 às 8:42 pm

    Um poema repleto de emoções que nos permitem experimentar sensações desconhecidas até então… Simplesmente soberbo!

    Responder
  • 2. Liliana Lopes  |  Abril 25, 2007 às 11:04 pm

    Este poema não é da autoria de Fernando Pessoa, mas sim de Eugénio de Andrade.
    Mas é sem dúvida belíssimo!

    Responder
    • 3. eduardo  |  Junho 18, 2011 às 8:25 pm

      NAO VIAJA MANO…
      qq um que conheça o mnimo de Fernando Pessoa sabe que este poema é dele…

      é o mesmo que dizer que soneto da fidelidade ou garota de ipanema não sao de Vinicius de morais…

      Responder
    • 4. João Gomes  |  Março 27, 2012 às 2:09 am

      Desculpa Liliana, mas tenho a certeza que é do Fernando Pessoa, enquadra-se no conjunto de textos relacionados com a nostalgia da infância!

      Responder
  • 5. Liliana Lopes  |  Abril 25, 2007 às 11:10 pm

    Peço desculpa, fiz uma confusão tremenda com outro poema.
    As minhas sinceras desculpas.

    Responder
  • 6. ABCiDE  |  Outubro 2, 2007 às 3:34 pm

    Sem dúvida um dos piores poemas de sempre, do homem que escreveu dos melhores.

    Responder
  • 7. ABCiDE  |  Outubro 2, 2007 às 3:36 pm

    Melosamente musicado, então, é um espanto! De fugir.

    Responder
  • 8. Joana  |  Outubro 3, 2007 às 9:28 am

    Liliana, este poema é sim de Fernando Pessoa.

    Um Beijo

    Responder
  • 9. Francisco Rocha  |  Outubro 10, 2007 às 8:30 pm

    Genial!
    A melodia melancólica do mar em versos. A sua calmia e a sua força e vontade de querer seguir e não morrer na praia.
    O poema é de Fernando Pessoa quanto ortónimo ao contrario do que aqui disseram

    Responder
  • 10. Didi  |  Outubro 13, 2007 às 6:28 pm

    Simplesmente perfeito….

    Responder
  • 11. Luísa  |  Outubro 21, 2007 às 6:13 pm

    alguem tem uma analise completa deste poema? agradecia imenso se alguem me fizesse o favor de a mandar para: luisafernandes90@gmail.com.

    Responder
  • 12. Paulo  |  Novembro 6, 2007 às 6:20 pm

    magnifico… grande pessoa, no ouve nem nunca haverá

    Responder
  • 13. Inês  |  Maio 2, 2008 às 4:45 pm

    escreve-se houve se lê Pessoa respeite a lingua portuguesa

    Responder
  • 14. Pinto  |  Junho 8, 2008 às 2:47 pm

    “escreve-se houve se lê Pessoa respeite a lingua portuguesa”

    Isto é alguma tradução do babel fish?

    Responder
  • 15. morte ao pessoa  |  Junho 9, 2008 às 4:30 pm

    o pessoa n devia exister fdx

    Responder
  • 16. João Alves  |  Julho 22, 2008 às 4:14 pm

    É, de facto, uma obra-prima da poesia portuguesa.
    Há uma análise deste poema disponível neste site: http://omj.no.sapo.pt/Forum/poema_menino_de_sua_mae.htm

    Responder
  • 17. SkY  |  Março 17, 2009 às 4:26 pm

    “o pessoa n devia exister fdx”

    E não existe, já morreu xD

    Responder
  • 18. Maria  |  Abril 10, 2009 às 9:56 pm

    Adoro este poema de Fernando Pessoa. É forte, mas foi, é e sempre será a realidade da vida

    Responder
  • 19. Thatynha  |  Maio 10, 2009 às 2:49 am

    Adoro este poema de Fernando Pessoa. É forte, mas foi,é e sempre será a realidade da vida

    Responder
  • 20. Juliana  |  Junho 9, 2009 às 3:33 pm

    “o pessoa n devia existir fdx”?!
    Desculpa, mas discordo totalmente! Pessoa é, na minha opinião, o melhor poeta da História de Portugal. Amo todos os seus poemas e admiro a forma como ele se consegue desligar ‘de si mesmo’ e escrever poemas com temas, caracteristicas e estilos completamente diferentes uns dos outros, sem nunca perder a sua graciosidade e perfeição lírica. O poema “O Menino de sua Mãe” é soberbo, é certamente um dos meus preferidos, juntamente com “Vem sentar-te comigo, Lídia” de Ricardo Reis.

    Responder
  • 21. Vanda  |  Outubro 2, 2009 às 7:42 pm

    Adoro este poema…
    É para mim um dos melhores poemas de Pessoa…

    Responder
  • 22. Claudia  |  Outubro 18, 2009 às 7:44 pm

    poema mais lindo >.<

    Responder
  • 23. Tiago  |  Outubro 23, 2009 às 6:50 pm

    O poema é mesmo de Fernando Pessoa… É dado no 12º ano como leitura obrigatória

    Responder
  • 24. ana silva  |  Fevereiro 11, 2010 às 5:17 pm

    ADORO ESTE POEMA É POR ISSO QUE JÁ O FUILER Á BIBLIOTECA DA ESCOLA

    Responder
  • 25. cara de cu a paisana  |  Março 4, 2010 às 2:31 pm

    o poema e uma grande merda

    Responder
  • 26. fabio  |  Março 4, 2010 às 2:33 pm

    adoro este poema sintome bem quando o leio

    Responder
  • 27. fabio  |  Março 4, 2010 às 2:39 pm

    adoro este poema para o fotocupiar e limpar o cu

    Responder
  • 28. camomila  |  Março 4, 2010 às 2:40 pm

    ide todos para a puta que pariu

    Responder
  • 29. fabio  |  Março 4, 2010 às 2:41 pm

    quem espos este poema tava bem a pastar um pouko de merda

    Responder
  • 30. linda  |  Março 4, 2010 às 2:44 pm

    eu gosto deste poema porque e um poema bonito

    Responder
  • 31. Sofia  |  Março 17, 2010 às 9:39 pm

    Pessoa é de facto um grande poeta autor de grandsobras primas. Só não aprecia Pessoa quem não sabe apreciar a poesia, nemintgrar-se dentro do mundo abstracto da poesia. A poesia é o sentir o que está escrito, interprtar entrando dentro dela ou do sujeito poetico.

    Responder
  • 32. aaholyshit  |  Abril 12, 2010 às 1:11 am

    mtcho bão mtcho ~bao. ronaldo

    Responder
  • 33. .\.  |  Abril 30, 2010 às 9:55 am

    “adoro este poema para o fotocupiar e limpar o cu”
    não podia concordar mais

    Responder
  • 34. (())  |  Abril 30, 2010 às 9:58 am

    Que grande paneleirice, eu não percebe porque é que toda a gente dá uma importância do caralho aos escritores, a única coisa que eles sabem fazer é escrever livros. O que é que isso contribuiu para o melhoramento da humanidade? Só por uma pessoa saber escrever já é importante? Fdx cuidem-se…

    Responder
    • 35. Literatura na vida  |  Abril 20, 2012 às 6:30 pm

      Isso que afirmaste só revela uma profunda ignorância associada a arrogância. Mesmo que não intervenham directamente, os bons escritores têm sempre um importante papel na sociedade e as suas obras contém uma mensagem ética. O mundo seria um lugar melhor, com valores mais humanos, se as pessoas soubessem ler o que merece ser lido.
      Antes de vires criticar um poema e um autor e uma inteira forma de expressão que não compreendes, olha para ti mesmo e pergunta: O que fizeste TU para melhorar a humanidade.

      Responder
  • 36. marcelo  |  Maio 20, 2010 às 1:51 pm

    o poema é de Pessoa, sim

    Responder
  • 37. Marcelo  |  Junho 13, 2010 às 4:23 pm

    Grande poema de Fernano Pessoa…
    Para quem não entendeu-o ele narra a melancolia de um jovem morto na primeira guerra mundial.Nele o autor sente a dor da mãe que perdeu o seu unico filho nos horrores da guerra.
    Me desculpes,mas quem não gostou foi porue não entendeu-o.

    Responder
  • 38. Marcelo  |  Junho 13, 2010 às 4:26 pm

    Tem um cd que Jo soares gravou Remix em Pessoa. Muito bom por sinal,quem não conseguir baixer me manda um e-m que passo-as.
    marcelo@columbiabrasil.com.br

    Responder
  • 39. Aniceto  |  Junho 21, 2010 às 10:28 pm

    A guerra é,por si só,uma tragédia,mas está entrincheirada na condição humana. É preciso sentir a mensagem e a quem é dirigida sente-a, seguramente; a toda a mulher Mãe. É um grande poema e é de Fernando Pessoa.

    Responder
  • 40. Jorge Brandão  |  Junho 24, 2010 às 2:02 pm

    Para mim é um poema extraordinário. Não sou conhecedor suficiente de poesia para saber se é um bom poema ou um mau poema, mas é tocante, vibrante, magnífico.

    Ignorando os comentários de insulto gratuíto e outros, percebe-se que há um pelo menos de alguém que apreciando poesia e Pessoa em particular, pensa que este poema é mau. Não sei se há por aí mais gente que tenha a mesma opinião e se pode explicar porquê.

    Obrigado,

    Responder
  • 41. zé da macumba  |  Julho 16, 2010 às 8:37 pm

    UMA BOSTA!!!!!

    Responder
  • 42. janis  |  Outubro 7, 2010 às 8:48 pm

    Tenham orgulho num dos maiores poetas da história portuguesa e deixem-se de insultos ridículos. “não gosta põe de lado” é por causa de gente como vocês que este nosso Portugal está tão pequenino, não dão valor ao que é bom

    Grande Fernando Pessoa, genial

    Responder
  • 43. K.  |  Outubro 11, 2010 às 10:37 am

    Coincidências?… ou algo ancestral?

    Responder
  • 44. zack  |  Março 8, 2011 às 11:49 am

    Prefiro o Chuck Norris a este gajo, vai me fazer ter negativa a portugues, nao gosto.

    Responder
  • 45. Max  |  Maio 19, 2011 às 7:23 pm

    Adoro esse poema!

    Responder
  • 46. Max  |  Maio 19, 2011 às 7:31 pm

    Dá-me tristeza….

    Responder
  • 47. Mariana  |  Julho 24, 2011 às 12:23 am

    *facepalm*
    Ler estes comentários é o mesmo que ler a razão pelo qual dizem que a minha geração é estúpida. Que vergonha x(
    Ando eu para aqui a dizer que não, mas para quê?

    Responder
  • 48. helenaantunespedralva@hotmail.com  |  Março 5, 2012 às 8:51 pm

    Um poema que eu nunca esquecerei!

    Responder
  • 49. mayara  |  Maio 9, 2012 às 1:10 pm

    indo

    Responder
    • 50. mayara  |  Maio 9, 2012 às 1:11 pm

      maravilhoso amei

      Responder
  • 51. Marco  |  Maio 9, 2012 às 5:04 pm

    E escreveu-o com sete anos ;)

    Responder
  • 52. Joana  |  Maio 14, 2012 às 10:22 am

    Adoro poesia e este poema é um dos mais belos que li, mas continuo sem perceber a parte da cigarreira breve, alguém me pode explicar o porque de breve? Peço desculpa pela minha ignorância

    Responder

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