Archive for Dezembro, 2006

E assim acaba

E assim acaba a data limite para as participações no Concurso Poemas do Mundo. Para os de pior memória, este concurso acabava a dia 15 de Dezembro, por isso, é com um misto de prazer e tristeza que a nossa equipa deixa de aceitar poemas para participar.
Mas não queremos dizer que deixem de enviar poemas para o blog; muito pelo contrário; continuem a enviar, como fizeram no contexto do concurso, e parabéns a todos os que participaram. Temos poemas lindíssimos, que em breve estarão prontos para serem expostos.

Com todo o carinho e atenção,
A Equipa do Poemas do Mundo

Dezembro 15, 2006 at 7:59 pm Deixe um comentário

De facto já não sou eu

Não minto, quando digo
que minto descaradamente
E se digo a pura verdade
Minto; como toda a gente.

Mas eu não sou mentiroso
sou verdade
na mentira,
enfim!…
Sou algo tempestuoso
Complicação
Está em mim!

Falar ouros e pratas
De facto
Não sou eu…
Ele rouba
Tu matas
Eu fui roubado
E o eu morreu

Mirro por cada palavra
Isolo-me por cada rima
Onde está o que amava
É esta a minha sina;
o meu destino;
nem menino
nem menina
nem mulher
nem homem
nem ser.

De facto
Já não sou eu
O eu que o eu vê
Que foi que aconteceu?
Onde? Como? Porquê?

De facto já não sou eu
Não tenho a postura correcta
Mas sei o que aconteceu…
Fui, sou e serei
Sempre
POETA.

Rafael

Dezembro 14, 2006 at 7:16 pm 2 comentários

Sonet XVII

Soneto XVII

Who will believe my verse in time to come
If it were filled with your most high deserts?
Though yet heaven knows it is but as a tomb
Which hides your life and shows not half your parts.
If I could write the beauty of your eyes
And in fresh numbers number all your graces,
The age to come would say, `This poet lies:
Such heavenly touches ne’er touched earthly faces.’
So should my papers, yellowed with their age,
Be scorned like old men of less truth than tongue,
And your true rights be termed a poet’s rage
And stretched metre of na antigue song:

But were some child of yours alive that time,

You should live twice, in it and in my rhyme.

William Shakespeare

Tradução proposta:

Quem crerá em meu verso na era futura
Se ele é cheio de tua mais alta verdade
Mas ainda assim é amostra impura
Que de tua vida mostra só a metade.
Se eu pudesse pintar teu olhar brilhante
E em números tuas graças enumerasse
A era futura diria: o poeta mente
Tais tons nunca tingiriam humana face
Então, meus papéis amarelecidos
Seriam tratados como de um caduco
Tributos vão de furores perdidos
Exageros em versos de um maluco

Mas se ainda algum dos teus vivesse então

Viveria duas vezes, nele e em canção.

William Shakespeare

Dezembro 14, 2006 at 6:57 pm Deixe um comentário

Sonet I

From fairest creatures we desire increase
That thereby beauty’s rose might never die,
But as the riper should by time decease
His tender heir might bear his memory:
But thou, contracted to thine own bright eyes,
Feed’st thy light’s flame with self-substancial fuel,
Making a famine where abundance lies,
Thyself thy foe, to thy sweet self too cruel.
Thou that art now the world’s fresh ornament
And only herald to the gaudy spring,
Within thine own bud buriest thy content
And, tender churl, mak’st waste in niggarding.

Pity the wold, or else this glutton be:

o eat the world’s due, by the grave and thee

William Shakespeare

TRADUÇÃO PROPOSTA

Ao mais raro desejamos que cresça
Que a rosa da beleza nunca morra
Mas o fim do maduro é que apodresça
Só o doce herdeiro evita que isto ocorra
Mas tu, que só aos teus olhares atenta
Alimenta a ti com teu próprio ser
Passando fome onde abundância assenta
A ti mesmo hostil sendo sem saber.
Tu que já do mundo é fresco ornamento
Da primavera único mensageiro
Enterra em botão teu contentamento
Desperdiça em acumular dinheiro.

Apiede-se do mundo, ou se é sem fé:

Come o que do mundo por direito é.

Dezembro 14, 2006 at 6:53 pm

José Fanha

No passado dia 11 de Dezembro, última segunda feira, foi, á nossa escola, o escritor e poeta José Fanha. O encontro durou quase uma hora, e foi absolutamente fantástico. Não existe mais ninguém tão carismático como ele, e que inspire tanta confiança através de poucas palavras. A equipa do Poemas do Mundo já tinha tido opurtunidade de falar com ele, mas não pessoalmente, mas através de correio electrónico. Desta vez, apresentámo-nos correctamente, e o escritor até nos dedicou o poema Amigo, de Alexandre O’Neill. Falou de várias coisas acerca do seu passado, lendo muitos poemas e lendo excertos do seu livro Diário inventado de um Menio Já Crescido. Pudemos provar a vários colegas nossos tudo o que viamos em tal homem; e podemos dizer, com veracidade, que,i nesperadamente e sem saber, foi ele que criou este blog. José Fanha, numa das suas sessões de declamação de poesia

Dezembro 13, 2006 at 7:09 pm

Onomatopeia

Menino franzino,
quase pequenino,
pequenino, triste,
neste mundo só…

Menino, desiste
De que tenham dó!

Desiste, menino,
Que o mundo é cretino…
Deixa o teu violino,
Toca o sol-e-dó.

Cada teu suspiro
Cai ao chão no pó…
Canta o tiro-liro
Tiro-liro-ló.

Deixa o teu violino,
Que não te é destino.
Desiste, menino,
De que tenham dó!

Menino franzino,
Triste e pequenino,
Pequenino e triste,
Neste mundo só…

Menino, desiste!
Toca o sol-e-dó.
Canta o tiro-liro, repipiro-piro,
Canta o repipiro, tiro-liro-ló.

José Régio

Dezembro 12, 2006 at 7:25 pm 8 comentários

Poesia…

O que é poesia? Para que serve? Este poema irá certamente ajudar…

Com poesia
Eu falo
Com poesia
Eu canto
Com poesia
Eu choro;
E como se ainda não bastasse,
Ainda com poesia
Eu brinco
Sonho
E me encanto

Elsa Magalhães

Dezembro 12, 2006 at 7:18 pm 3 comentários

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Poemas do meu Mundo que ardem vivos em meu olhar que no coração escavam bem fundo e que não o deixam pulsar...

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