Archive for Junho, 2008

Pessoa Revisitado

Li este poema. Vontade incontornável de o partilhar.Lembrei-me do Poemas do Mundo. E ressuscitei-o.

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

A ver se isto renasce ou volta ás cinzas…

Junho 16, 2008 at 6:51 pm 8 comentários



Folhetim Cultural e artístico de Lisboa, Divulgação Cultural
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Poemas do mundo

Poemas do meu Mundo que ardem vivos em meu olhar que no coração escavam bem fundo e que não o deixam pulsar...

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