Não quero, não

Novembro 14, 2006 at 3:17 pm 4 comentários

Não quero, não

Não quero, não

Não quero, não quero, não,

ser soldado nem capitão.

Quero um cavalo só meu,

seja baio ou alazão,

sentir o vento na cara,

sentir a rédea na mão.

Não quero, não quero, não

ser soldado nem capitão.

Não quero muito do mundo:

quero saber-lhe a razão,

sentir-me dono de mim,

ao resto dizer que não.

Não quero, não quero, não,

ser soldado nem capitão.

Eugénio de Andrade

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O Palácio da Ventura A torpe sociedade onde nasci

4 comentários Add your own

  • 1. mariana  |  Maio 27, 2008 às 6:32 pm

    esta musica é para imprimir

    Responder
  • 2. Mariana  |  Maio 27, 2008 às 6:34 pm

    Eugénio de Andrade não quero, não
    Para imprmir

    Responder
  • 3. Fernando Figueiredo  |  Abril 14, 2012 às 9:29 am

    o teu poema tem tanta expressividade e fica excelente o não como uma anáfora.Adorei, espero que continues.

    Responder
  • 4. literalmente vossa  |  Abril 6, 2015 às 2:45 am

    Se há poemas que marcam a nossa vida, este foi um deles para mim.

    Boa escolha!
    Só uma coisinha: o poema tem mais ênfase com as estrofes separadas, porque se consegue compreender melhor os “nãos” e dar ainda mais ritmo (espero que não leves a mal e que continues com o bom gosto😉 )

    Para que possas deixar também uma crítica à critica deixo o meu blog:
    passeiospeloamanha.blogspot.pt

    Responder

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