Mors-Amor

Janeiro 12, 2007 at 3:20 pm 2 comentários

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: “Eu sou a Morte!”
Responde o cavaleiro: “Eu sou o Amor!”

Antero de Quental

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Posto me tem Fortuna em tal estado Afinal não!…

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  • 1. Inominável  |  Janeiro 16, 2007 às 8:38 am

    e quem ganha? o corcel ou o cavaleiro?

    Responder
    • 2. Ana Helcias  |  Maio 13, 2012 às 9:05 pm

      Quem ganha é o cavalheiro pois ele é o amor!

      Responder

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