A torpe sociedade onde nasci

Dezembro 5, 2006 at 4:19 pm 1 comentário

PARTE II

E agora é o acaso que me guia
sem esperança, sem um fim, sem uma fé
Sou tudo: mas não sou o que queria
Se o mundo fosse bom – como não é!

Tubercoloso!… Mas que triste sorte!
Podia suicidar-me, mas não quero
Que o mundo diga que me desespero
E que me mato por ter medo á morte…

Ser doido alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p’ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!

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Barrow-on-Furness Nada que sou me interessa

1 Comentário Add your own

  • 1. Tiago Madeira  |  Dezembro 6, 2006 às 9:49 pm

    Excelente este poema, as duas partes dele que você já postou. =) Ainda tem continuação?

    Responder

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