Quando eu nasci

Outubro 29, 2006 at 12:07 pm 12 comentários

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

P’ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…

José Régio

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Natal Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

12 comentários Add your own

  • 1. Adelaide Coelho  |  Abril 9, 2008 às 5:50 pm

    Sempre conheci este poema como sendo de Sebastião da Gama.

    Responder
  • 2. Leonilda Alfarrobinha  |  Novembro 8, 2009 às 8:38 pm

    Este belo poema, da autoria de Sebastião da Gama, está publicado no seu livro “Serra-Mãe”. Basta abrir o livro e verificar. É pena que haja tantas coisas erradas na Internet.
    Leonilda Alfarrobinha

    Responder
  • 3. Leonilda Alfarrobinha  |  Novembro 8, 2009 às 8:41 pm

    Quem o induziu em erro?

    Responder
  • 4. Amigo da poesia  |  Março 30, 2011 às 6:21 pm

    Corrija isso num instante. O que vale é que o Sebastião da Gama, que conta, quando nasceu…, também já morreu!

    Responder
  • 5. micafox  |  Junho 27, 2011 às 6:47 am

    O poema é de Sebastião da Gama

    Responder
    • 6. José A. Lopes  |  Abril 29, 2015 às 2:08 am

      Sem dúvida!

      Responder
  • 7. João Reis Morais  |  Julho 8, 2012 às 8:20 am

    Também ía dizer que é de Sebastião
    Lamentável que se comentam estas trocas tão frequentemente

    Responder
  • 8. 19 de agosto 2012 as 14;35  |  Agosto 19, 2012 às 5:35 pm

    seu poema e muito legal tanveze tiro nota boa
    na escola

    Responder
    • 9. João Reis Morais  |  Agosto 19, 2012 às 5:42 pm

      De Sebastião da Gama e que eu decorei:
      Quando nasci ficou tudo como estava
      Nem homens cortaram veias
      Nem o Sol escureceu nem houve estrelas a mais
      Somente
      Aliviada das dores, minha Mãe sorriu e agradeceu
      Quando nasci não houve nada de novo senão eu

      As nuvens não se espantaram
      Não enlouqueceu ninguém

      Para que o dia fosse enorme
      Bastav toda a ternura que olhava
      Nos olhos de minha Mãe

      Responder
      • 10. henrique  |  Novembro 30, 2014 às 2:58 pm

        José Régio…

        Quando eu nasci, Senhor! já tu lá estavas,
        Crucificado, lívido, esquecido.
        Não respondeste, pois, ao meu gemido,
        Que há muito tempo já que não falavas.

        Redemoinhavam, longe, as turbas bravas,
        Alevantando ao ar fumo e alarido,
        E a tua benta Cruz de Deus vencido
        Quis eu erguê-la em minhas mãos, escravas!

        A turba veio então, seguiu-me os rastros;
        E riu-se, e eu nem sequer fui açoitado,
        E dos braços da Cruz fizeram mastros…

        Senhor! eis-me vencido e tolerado;
        Resta-me abrir os braços a teu lado,
        E apodrecer contigo à luz dos astros!

        este é o poema de José Régio

  • 11. João Vasco Reis Morais  |  Abril 29, 2015 às 1:26 pm

    O poema Quando eu nasci não é de José Régio mas sim de Sebastião da Gama

    Responder
  • 12. jcerca  |  Dezembro 25, 2015 às 7:42 pm

    É lamentável que este grave erro da autoria deste belo poema ainda não tenha sido retificado.

    Responder

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