Natal

Outubro 28, 2006 at 12:37 pm 2 comentários


O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

Fernando Pessoa

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Cântico Negro Quando eu nasci

2 comentários Add your own

  • 1. fabio  |  Dezembro 6, 2006 às 9:04 am

    e sou um dos seus maiores fãs

    Responder
  • 2. mariana  |  Dezembro 6, 2006 às 5:52 pm

    O seu poema foi bonito,engraçado e original

    Responder

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