Fim

Junho 7, 2006 at 2:43 pm 4 comentários

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza…
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.

Mário de Sá Carneiro

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Garota de Ipanema Álcool

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  • 1. Vitor Hugo Santos  |  Dezembro 15, 2010 às 12:36 pm

    Que comentários se podem fazer sobre Mário Sá-Carneiro? Dor, Sofrimento, Angústia, Morte. Mas um Poeta superior na Literatura Portuguesa, e infelizmente, muito esquecido.
    Um bem haja por constar neste blogue.

    Responder
  • 2. Selma  |  Maio 2, 2011 às 2:57 am

    Como é deliciosamente maravilhoso, hoje, ainda 1º de maio ler um poema.

    A dor de Mário, tão maior quanto a beleza das imagens encharcadas do suor das mãos do poeta – o incansável “operário das palavras”.

    Responder
  • 3. Henderson  |  Agosto 10, 2011 às 2:51 am

    Inconteste, magnifico, saudoso Mário.

    Responder
  • 4. Jorge  |  Março 4, 2014 às 12:41 pm

    Este magnifico poema faz parte da publicidade da “funalcoitão” está a ter um enorme sucesso no youtube com mais de 80 000 visitas. A cena do enterro parece tirada de um filme americano. Fantástico !
    como este poema valorizou aquele anúncio publicitário.

    Responder

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