Lágrima de Preta

Novembro 4, 2006 at 12:08 am 14 comentários

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterlizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Madei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro
nem vestígios de ógio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

About these ads

Entry filed under: António Gedeão. Tags: .

1º Concurso de Poesia Poemas do Mundo Mar Portuguez

14 Comentários Add your own

  • 1. andreina  |  Abril 4, 2008 às 2:11 pm

    perfeito mesmo este poema…

    Responder
  • 2. Fábio Gonçalves  |  Março 9, 2010 às 10:59 pm

    O poema é mesmo muito lindo

    Responder
  • 3. carol  |  Maio 3, 2010 às 6:51 pm

    este poema é mesmo muito bonito. adorei

    Responder
  • 4. Ana  |  Maio 24, 2010 às 7:28 pm

    Eu acho que o poema esta magnifico
    Adoro bastante o poema, já li e já voltei a ler não quantas vezes

    Responder
  • 5. natalie  |  Outubro 28, 2010 às 5:52 pm

    que fofo eu chorei aquii

    Responder
  • 6. milena  |  Outubro 28, 2010 às 5:53 pm

    que ruim esse!!

    Responder
  • 7. Valdemar  |  Dezembro 28, 2011 às 6:10 pm

    Também gosto muito desse poema.
    tem apenas um erro:

    “nem sinais de negro
    nem vestígios de ógio.
    Água (quase tudo)
    e cloreto de sódio.”

    Em vez de ógio è ódio

    Responder
  • 8. ana catrina  |  Maio 29, 2012 às 10:21 am

    este poema é muito giro e inportante tanbem para as pessoas racistas que só por ser de outra raça não quer dizer que tenhamos que afastar os outros da comunidade

    Responder
  • 9. ana catrina  |  Maio 29, 2012 às 10:22 am

    adorei -oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

    Responder
  • 10. As lágrimas do Euro 2012 – Aventar  |  Julho 3, 2012 às 11:03 am

    […] caso para dizer que há lágrimas e lágrimas: elas não são todas iguais, embora o poema de António Gedeão diga que todas são, sem distinção, constituídas de “água (quase […]

    Responder
    • 11. ivete  |  Novembro 12, 2012 às 5:34 pm

      muito foda

      Responder
  • 12. ivete  |  Novembro 12, 2012 às 5:35 pm

    muito lindo

    Responder
  • 13. gil vic  |  Dezembro 4, 2013 às 9:38 pm

    sabem qual e a moral deste poema seus burros sabem

    Responder
  • 14. Rafa  |  Maio 3, 2014 às 9:39 pm

    NO TO RACISM

    Responder

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed



Folhetim Cultural e artístico de Lisboa, Divulgação Cultural
Facebook

Poemas do mundo

Poemas do meu Mundo que ardem vivos em meu olhar que no coração escavam bem fundo e que não o deixam pulsar...

  • 553,036 visitas

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 72 outros seguidores

%d bloggers like this: