Quando eu nasci

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

P’ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…

José Régio

3 comments so far

  1. Adelaide Coelho on

    Sempre conheci este poema como sendo de Sebastião da Gama.

  2. Leonilda Alfarrobinha on

    Este belo poema, da autoria de Sebastião da Gama, está publicado no seu livro “Serra-Mãe”. Basta abrir o livro e verificar. É pena que haja tantas coisas erradas na Internet.
    Leonilda Alfarrobinha

  3. Leonilda Alfarrobinha on

    Quem o induziu em erro?


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